terça-feira, 17 de abril de 2012

85 anos do Papa Bento XVI


O nosso querido Papa Bento XVI – Joseph Ratzinger – completou 60 anos de vida sacerdotal em 29 de junho de 2011, junto ao seu irmão Georg, na catedral de Frisinga, na Alemanha; e hoje completa 85 anos de vida abençoada por Deus.

Para todos nós católicos é um dia de festa, de alegria e de muitas orações por esse gigante da Igreja, digno sucessor de São Pedro, o “humilde servo da vinha do Senhor”, ou, como dizia o Papa São Gregório Magno, “Servo servorum Dei”, ou seja, o “Servo dos servos de Deus”. Já João Paulo II pedia que rezássemos por ele, para sustentá-lo em seu pontificado.

Jesus quis que sua Igreja tivesse um centro de unidade no Papa, um centro ao redor do qual se constrói a comunhão. Todos que se jogaram insanamente contra o Papa caíram. Cristo quis essa rocha que garantisse a solidez da fé de todos aos ensinamentos de Jesus, e essa pedra é Pedro, e depois dele, está o Bispo de Roma e sucessor de Pedro que, hoje, é Bento XVI. “Tu és Petrus!”. Assim, a Igreja Católica, hoje, depois de dois mil anos, continua em perfeita continuidade com a Igreja apostólica. Temos a certeza de que somos a Igreja das origens, somos a Igreja dos Apóstolos que atravessou os séculos; e esta garantia vem do fato de que nós estamos com Bento XVI, com aquele que Jesus quis como eixo e rocha da unidade da Igreja. Essa Igreja não nasceu do povo nem da vontade dele, mas, como disse o Catecismo, “é um projeto que nasceu no coração do Pai”.

A vida do Papa Bento XVI é integralmente sacerdotal; sua vocação despertou em idade muito jovem, sua formação no seminário foi interrompida somente pelas dramáticas experiências da guerra; foi ordenado aos 24 anos de idade, junto ao seu irmão mais velho e a um forte grupo de jovens bem provados na fidelidade a Deus e à Igreja.

Eles tinham modelos como o jovem sacerdote, o beato Alojs Andritzki, assassinado aos 31 anos em Dachau, em 1943, que disse: “Não esqueceremos, nem sequer por um instante, do nosso sacerdócio”. Bento XVI segue o caminho desse mártir, pedindo que o exemplo da sua humildade e fidelidade, alegre no serviço de Deus, seja um estímulo para o nascimento de novas vocações e para a santidade de todos os sacerdotes.

Hoje, queremos rezar pelo Papa, cercá-lo de carinho e lhe dizer: “Nós o acompanhamos com as nossas orações, o senhor continua sendo a Rocha sobre a qual Jesus constrói, também hoje, a sua Igreja”.

O Papa Bento XVI empolga o mundo com sua vasta cultura. São milhões de católicos e não católicos que leem e estudam seus livros. Os teólogos ressaltam a profundidade de sua interpretação das Escrituras, trazendo para a vida de hoje orientações seguras sobre a verdade revelada. Com ousadia e lucidez ele denuncia os “assassinos da verdade”, os propagadores da “ditadura do relativismo”, que tudo destrói.

É o Papa de uma firmeza teológica que sempre o distinguiu. Ele é “sadiamente moderno”, sem se deixar levar pela mídia ou pelas ondas de cada momento. Denuncia com coragem os erros e os pecados do nosso tempo, como fazia também João Paulo II. Suas encíclicas enfocam, de maneira admirável, todos os problemas atuais. Ele continua, de forma incansável, mesmo aos 85 anos, o grande e belo trabalho de João Paulo II: suas viagens apostólicas, suas encíclicas, sua luta pela dignidade humana, sua defesa da fé pura e católica, sua catequeses, seu amor a todos o homens.

Bento XVI é o Papa que Deus preparou para a missão de estar à frente do Seu rebanho nos primeiros anos deste novo e difícil milênio, que rejeita Deus e que O quer expulsar da sociedade. É um Papa que sabe enfrentar os desafios intelectuais e culturais de hoje, centrado em Cristo, na Palavra de Deus, nos documentos do Concílio Vaticano II e na proposta de uma Nova Evangelização, com novo ardor, novos métodos e nova expressão, pedida por João.

Sua colaboração foi e é decisiva para a Igreja. Junto com João Paulo II – seu auxiliar durante 25 anos – ele impediu que aspectos meramente sociológicos prevalecessem na Igreja e a transformasse numa mera ONG. Eles não permitiram que a Igreja perdesse sua identidade entre as modas das correntes filosóficas contemporâneas. Eles souberam mostrar e defender que a mensagem cristã é a única verdadeira força de libertação, sua postura firme nas discussões conciliares.

Bento XVI, hoje, grita ao mundo o “Kerigma”: a salvação só pode advir do Evangelho, não da filosofia ou da ciência, seja ela qual for. Ele mostra claro que a pobreza, a fome, a sede, o abandono, a solidão, o amor destruído, tudo isso é fruto do “afastamento de Deus”.

No seu livro “Luz do mundo” ele disse: “Que o homem está em perigo e que coloca em perigo a si mesmo e ao mundo, hoje é confirmado também por dados científicos. Pode ser salvo se em seu coração crescerem as forças morais; forças que podem brotar somente do encontro com Deus. Forças que opõem resistência”.

A sólida cultura de Bento XVI apresenta ao mundo uma sabedoria que não se dobra diante do positivismo e do ateísmo, nem de um modernismo enlouquecido. Hoje, ele é como disse São Francisco: “o arauto do grande Rei; a trombeta do Imperador divino”.

Rezemos pelo Papa. Que o Senhor, na Festa da Divina Misericórdia, conceda-lhe as graças necessárias para conduzir o rebanho que Ele conquistou com o Seu Sangue, e que por ele o derramou.

Professor Felipe Aquino

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tríduo Pascal



Ao final do itinerário quaresmal temos um conjunto de três celebrações as quais a Igreja chama de Tríduo Pascal. Quinta, Sexta e Sábado Santos, são os dias que antecedem o grande dia, a grande Festa da Páscoa, a maior festa do cristianismo. Aqui em nossa Paróquia também tivemos a oportunidade de viver esses dias que trazem a tona os maiores mistérios de nossa fé.
Na Quinta-feira Santa tivemos a tradicional Missa da “Ceia do Senhor” (mais conhecida como “Missa do Lava Pés”) onde a Igreja celebra o momento que antecede a entrega do Senhor nas mãos dos pecadores para ser crucificado. Por ocasião da Ceia Pascal, a Ceia judaica, Jesus anuncia a Sua Paixão e Morte, e naquela Ceia instituiu o sacramento da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial. Como é conhecido essa liturgia tem um rito todo especial, sobretudo o momento em que o sacerdote lava os pés de doze homens representando os Apóstolos e a transladação do Santíssimo Sacramento, que sai do tabernáculo principal para uma capelinha que é feita para essa ocasião especial. Foi um dos momentos mais bonitos dessa celebração, ao som do “Tantum ergo” o padre conduz o corpo do Senhor, em baixo de uma espécie de tenda denominada Pálio. Lá as hóstias consagradas serem adoradas durante toda a noite e madrugada.
Na Sexta-feira Santa mais um momento nesse finalzinho de Semana Santa, a Via-Sacra. Às 4:30 da manhã, horário no qual já vinha sendo realizada as outras vias-sacras da quaresma, os fiéis reuniram-se em frente a Matriz para participar de mais essa caminhada, que lembra as dores, as quinze estações da via dolorosa de Nosso Senhor. Saindo da Matriz, passou pela Rua Prof. Mota e Albuquerque, Rua Jose Inácio da Mota Silveira (popularmente, rua dos lisos), Rua José Luiz Machado, Praça Manoel Bezerra, e terminou na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima.
Às 15:00  hora é tida como a hora em que o Senhor morreu, houve a tradicional Celebração da Paixão. Nesse dia não há missa. Pois a Igreja também está “morta”, de luto, pela morte do Seu Senhor. Essa Celebração também é cheia de simbolismos. Não há canto de entrada. Todos entram em silêncio, o Padre prostra-se diante do Altar (que está sem nenhum ornamento), e em silêncio segue para a primeira oração. Depois disso a Liturgia da Palavra com o Canto da Paixão, beijo da cruz, oração universal, entre outros. Ao final da Celebração os fiéis saem em procissão, a chamada Procissão do Senhor Morto, por alguma ruas da cidade (15 de Novembro, 03 de Maio, etc.).
No Sábado Santo tivemos a maior de todas as Vigílias, a noite da Vigília Pascal. Nessa celebração a Igreja já está na expectativa do Senhor que vai ressuscitar. Ela também é cheia de ritos não tão comuns a liturgia a qual estamos acostumados. Inicia-se fora da Igreja com a bênção do fogo e confecção do círio pascal. Depois os fiéis acendem suas velas no círio pascal, simbolizando o fogo novo que Jesus traz com sua ressurreição. O Padre conduz o círio e canta: “Eis a luz de Cristo”. Depois o celebrante canta o “Exulte” (ou Exultet), proclamando a Vitória de Cristo. Depois segue-se a Liturgia da Palavras, que consta de sete leituras acompanhadas por sete salmos e orações presidenciais. Depois a Igreja solta o grande grito de Glória que estava preso durante toda a quaresma. A novidade de ontem foi a introdução de mais oito novos irmãos na vida da igreja, oitos novos batizados.
Assim meus irmãos e irmãs concluímos mais uma semana Santa na qual Cristo sofreu, morreu por nós mais que está vivo e Reina para sempre. Amém!!!

MISSA DA CEIA DO SENHOR:


















CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO:













VIGÍLIA PASCAL:


















quarta-feira, 4 de abril de 2012

Procissão do Encontro

Olá irmãos e irmãs, Graça e Paz da parte de Deus Nosso Pai, e de Jesus Cristo Nosso Salvador.
Ontem em nossa Paróquia houve a tradicional “Procissão do Encontro”, celebração que lembra o momento em que Jesus se encontra com a sua Mãe à caminho do calvário.
Como foi anunciado, os homens saíram do Instituto Sagrado Coração de Jesus, conduzindo a imagem de Bom Jesus dos Passos. As mulheres saíram da Capela Nossa Senhora Aparecida, e conduziram a imagem de Nossa Senhora das Dores. Este ano não houve a necessidade de uma procissão esperar pela outra para seguirem juntas, porque ambas chegaram no mesmo horário na Praça do Fórum. Nesse momento uma parada para uma reflexão sobre o encontro da Mãe com o Filho. Este sofreu uma dor inestimável, carregando aquele pesadíssimo fardo, pela redenção da humanidade. Sua Mãe é testemunha ocular de tudo isso, e sofre junto com Seu Filho. Por isso muitas Igrejas lembram desta grande ocasião, sobretudo nesta maior de todas as Semanas, a qual recordamos e vivemos os fatos mais importantes da História da Salvação.
Nesse clima de dor, de sacrifício, as procissões seguem juntas para a Igreja Matriz, refletindo sobre as sete dores de Nossa Senhora: 1- Profecia de Simeão: “e a ti, uma espada traspassará tua alma!”; 2- Perseguição de Herodes e a Fuga da Sagrada Família para o Egito; 3- Perda de Jesus no Templo de Jerusalém; 4- O encontro de Nossa Senhora com Jesus a caminho do Calvário; 5- Crucificação de Nosso Senhor; 6- Quando recebeu morto em seus braços seu Filho; 7- Quando depositou seu Filho no Sepulcro).
Chegando à Matriz houve a celebração Eucarística presidida por Padre Josevaldo, nosso Vigário Paroquial.
Dessa forma, vendo o exemplo de Jesus e de Maria, Sua Mãe Santíssima, que aceitaram fazer a vontade de Deus em suas vidas, mesmo sabendo que seria muito difícil de beber esse cálice, nos preparamos ainda mais para a grande festa que nos espera, a Páscoa de Nosso Senhor. Amém.



Francisco e seus crismandos abençoados


















Mais uma vez Francisco e seus crismandos